O número de abstenções aumentou no segundo turno das Eleições de 2026, no Piauí, em comparação ao pleito anterior. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 464.865 eleitores aptos a votar não compareceram às urnas.
Neste domingo (25), a taxa de abstenção no estado foi de 17,19%. No primeiro turno, em 04 de outubro, os ausentes somaram 463.875, o que corresponde a 17,15% do eleitorado apto.
Em todo o Brasil, com taxa de 19,21%, o segundo turno bateu recorde de menor número de abstenção desde 2014, quando 19,39% do eleitorado apto abriu mão de votar. Na ocasião, a disputa no pleito era Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).
Já o maior número de abstenção registrado foi no segundo turno de 2018, quando disputavam Jair Bolsonaro (na época PSL) e Fernando Haddad (PT) para a presidência da República. Jair Bolsonaro saiu vitorioso.
Denúncia de redução dos ônibus em Teresina
O deputado estadual Fábio Novo (PT) denunciou a redução na circulação de ônibus do transporte público de Teresina durante o segundo turno das eleições presidenciais. O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) determinou, neste domingo (25), a recomposição imediata da frota e da frequência do transporte coletivo urbano de Teresina aos níveis ordinariamente praticados em dias úteis. A medida busca assegurar o deslocamento dos eleitores aos locais de votação durante o segundo turno das Eleições 2026.
A decisão, proferida pelo presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, estabelece que o Município de Teresina, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS), e as empresas responsáveis pelo serviço garantam a efetiva disponibilização dos veículos e a realização das viagens correspondentes, observando as linhas, os itinerários e os horários regulares de operação, além da gratuidade do transporte durante o período previsto na legislação eleitoral.
Em caso de descumprimento injustificado da ordem de recomposição da frota e da frequência do serviço, foi fixada multa de R$ 1 milhão por hora.
A decisão também determina que o Município, a STRANS e as empresas responsáveis apresentem documentos e informações sobre a programação habitual do transporte coletivo e a operação prevista para este domingo, incluindo registros das viagens efetivamente realizadas. A STRANS deverá apresentar, ainda, uma nota técnica comparativa entre a programação de um dia útil e a estabelecida para a data da votação.
O caso foi submetido à Justiça Eleitoral após requerimento da Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), que apontou possível insuficiência na oferta de ônibus durante o segundo turno. O pedido foi parcialmente deferido.
Lula é reeleito presidente
Em uma virada histórica, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e foi reeleito presidente do Brasil com mais de 51% dos votos. A disputa, realizada neste domingo (25), foi marcada pela polarização entre os dois candidatos. Com o resultado, o petista, de 80 anos, torna-se o primeiro político a reverter uma derrota no primeiro turno e conquistar um quarto mandato presidencial, um feito inédito.
Com a eleição, Lula torna-se o primeiro presidente a conseguir uma virada no segundo turno após terminar atrás do adversário no primeiro turno. Desde 1989, nenhum candidato havia conseguido esse feito. A vitória já havia sido cravada pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles, que se dedicou integralmente à campanha de Lula contra Flávio Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, afirmou, na noite deste domingo (25/10), que irá pedir anulação do pleito. O filho do ex-presidente liderava em todas as pesquisas, mas perdeu a disputa para Lula (PT) em uma virada histórica.
Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em prorrogar o tempo de votação e o acusou de favorecer o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte: Portal A10+